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domingo, 27 de dezembro de 2020

DÉCIMA EDIÇÃO - RAID DA LIBERDADE


Concebido em outubro/20 como uma comemoração ao que parecia ser o fim da pandemia do Covid-19, o Raid da Liberdade tinha seu formato inicial com largada na Praça da Liberdade e passagens por alguns locais emblemáticos de Belo Horizonte, mas, com a vinda da segunda onda do vírus justamente na data da prova, todas as aglomerações tiveram que ser canceladas. Mesmo assim, no dia 19 de dezembro, 34 carros inscritos largaram da Av. Olhos d'Água para enfeitar as montanhas mineiras no décimo rally para automóveis antigos promovido pelo CVA-MG. O percurso, de pouco mais de 170 km passou pela estrada de Ouro Preto, com paisagens deslumbrantes em algumas variantes bem desafiadoras para os navegadores, na região de Glaura e Acuruí. A chegada, na Lagoa dos Ingleses, teve uma rápida cerimônia de premiação transmitida ao vivo pelo Instagram para os que não quiseram ficar, de forma que, sem aglomerações na largada, no percurso e na chegada, acabou dando tudo certo.


A Belina 1986 à vontade nas montanhas mineiras; seu motor CHT é o tataraneto do Renault 4CV

O grande charme dos raids do CVA é sempre a variedade de carros. De Fordinhos do final dos anos 1920 até neoclássicos dos anos 90, todos os veículos com mais de 25 anos de fabricação são bem vindos; do mais suntuoso sedã de luxo ao mais humilde dos populares, do mais endiabrado esportivo à mais despretensiosa pick-up, sempre temos uma fascinante diversidade de cultura automotiva nos eventos que realizamos.

Caravan 1976 e Omega 1994 - Encontro de gerações

Dessa vez, de inédito, tivemos um Renault 4CV "Rabo Quente" 1949 primorosamente restaurado por Vinícius Pimentel. Piloto das antigas que barbariza até hoje com os Opalas da Old Stock em Interlagos, Vinícius teve que fazer o motorzinho traseiro do Renaultzinho trabalhar no limite para tentar manter as médias nas montanhas de Itabirito. Voltou para casa com o troféu de veículo mais antigo.


Conhecido no Brasil como Rabo Quente pela tendência do motorzinho de 4 cilindros ao superaquecimento, o antecessor dos Dauphine/Gordini venceu a Serra de Itabirito sem reclamar

Uma dupla inédita que iluminou o Raid da Liberdade foram os Karmann Ghia de Nelson Gomes e Marcus Coelho; os Karmann Ghia são esportivos com um charme atemporal que, associado à mecânica do Fusca, fazem deles uma ótima escolha para rallyes. Especialmente no caso do modelo 1968 Amarelo Margarida de Marcus, um dos 177 conversíveis originais de fábrica feitos no Brasil, que, em impecável estado, levou para casa o Troféu Melhor Nacional, junto com um ótimo quarto lugar na classificação.


Um dos 177 KG Conversíveis feitos no Brasil, esse 1968 em estado impecável foi o quarto colocado na prova e melhor nacional do evento 

Opalas e Mercedes disputaram o título de veículo com maior presença no raid; foram seis veteranos da Chevrolet (mais um Omega e uma Veraneio) contra cinco da marca alemã. E, em meio a essa esquadra de gravatinhas e estrelas de três pontas, dois italianos que fazem sorrir qualquer entusiasta da automóveis, uma Alfa Romeo GTV 1974 e uma Alfa Romeo 164 1995. Em estado de concurso, a GTV levou indiscutivelmente o Best of Show desse evento, tendo sido a terceira Alfinha a conquistar esse troféu. Dois Dojões, um Puma, um raro Morris 1968, um simpático Oggi, clássicos dos anos 90 e os onipresentes VW completaram a festa.

Outro carro com vocação para Rally, o Puma GTE da dupla Gustavo/Mariella não decepcionou e faturou o segundo lugar

Pela quinta vez consecutiva, a imbatível dupla Rodrigo Giordano e Marcel Fernandes faturou o lugar mais alto do pódio, dessa vez com um belo Gol GTi 1995, o primeiro GTi "bolinha", ainda com motor 8V. Aliás, é incrível como esses GTi de segunda geração já se tornaram raros! Chamou muita atenção por onde passou. Depois de pouco mais de 3h de prova, o pódio ficou assim:

O GTi campeão; já aceitos como altamente colecionáveis, os GTi "Bolinha" estão cada vez mais raros nas ruas

1 - Volkswagen Gol GTi 1995 - Rodrigo Giordano e Marcel Fernandes

2 - Puma GTE 1974 - Gustavo Brasil e Mariella Moia

3 - Chevrolet Caravan 1976 - Luís Augusto Malta e André Dias

4 - Volkswagen Karmann Ghia 1500 Conversível 1968 - Marcus Coelho e Luís Roberto Coelho

5 - Mercedes-Benz 500 SE 1981 - Lamy Miranda e Igor Miranda

Um Opala De Luxo 3800, dos primeirões feitos por aqui, desfila seu charme


Repetindo a façanha de 2018, Guilherme Almeida saiu de Montes Claros na véspera do Raid, enfrentou problemas na estrada e chegou em BH poucas horas antes da largada com sua Veraneio 1969. Tão espírito esportivo quanto isso foi Guilherme Machado, interrompendo a prova no seu Charger R/T para trocar uma mangueira do Dart do Alexandre Carneiro - incrivelmente, o Guilherme tinha uma mangueira sobressalente! Como a coleção dele de troféus do CVA já é bem grande, o troféu Espírito Esportivo foi mesmo para a Veraneio.


A Veraneio e o Charger dos xarás Guilherme Almeida e Guilherme Machado: o troféu mais difícil de decidir foi o Espírito Esportivo


O Troféu Batom, que reconhece a presença das mulheres mais assíduas e entusiasmadas das provas do CVA, dessa vez foi para Helga Vieira, veterana navegadora do marido Adriano Rocha na "furiosa", como é carinhosamente chamada a Caravan 4100 1977 da dupla.


A "Furiosa" se preparando para sair do Neutro; sétima colocada na prova, sua navegadora levou pra casa o Troféu Batom

Mas, o grande nome da prova foi mesmo André Dias que, com apenas 9 anos de idade, fez uma navegação impecável, garantindo o terceiro lugar geral para Luís Augusto Malta e a Caravan 1976. O desempenho da dupla foi tão consistente que, se não houvesse descarte dos cinco piores PCs, teriam chegado na frente do GTi dos campeões Rodrigo e Marcel. O pequeno Dedé mal podia acreditar na sua façanha ao faturar dois troféus - terceiro lugar geral e melhor navegador-mirim.

Outra Caravan, a que revelou o talento do pequeno André para navegação

E assim, na penúltima semana do ano mais bizarro das últimas décadas, conseguimos deixar a marca do CVA e não deixar passar em branco. Até a próxima!



Para fechar a galeria de fotos com chave de ouro, a linda Alfa GTV Best of Show

Aqui, o resultado geral da prova e aqui as fotos oficiais do evento e as fotos dos competidores.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

NONA EDIÇÃO - RALLY CONFRARIA CVA


Como sempre ocorre desde 2015, os entusiastas dos Raids de regularidade para automóveis antigos tiveram a oportunidade de colocar suas máquinas na estrada na região de Belo Horizonte, usando a excelente estrutura do MyBox Selfstorage como apoio para a chegada e confraternização, que já virou tradição no segundo semestre. 

Os Opalas costumam alcançar boas colocações nos Rallyes do CVA; se tiverem o legendário 250-S, como o da foto, a chance aumenta

Mais uma vez, o percurso foi inédito, conseguindo a façanha de superar a expectativa dos participantes, mesmo daqueles que foram assíduos nas oito edições anteriores. Marcada para 05 de outubro, a prova contou com um dia magnífico de sol para se desenvolver na região da Serra da Moeda e do Alphaville, em um percurso montanhoso cheio de variações e desafios para a navegação. 

Outro modelo perfeito para esse tipo de evento, a 350 SL ficou em sexto na classificação

Carros inéditos se misturaram aos habituais participantes em uma festa de cores e estilos de épocas diversas, com predomínio dos veículos dos anos 60 e 70, como a dupla de Chevys Impala e El Camino, as esportivas Mercedes 350 SL e Alfinha GTV, os nacionais da virada dos anos 70 Gordini IV 1968 e Puma GTE 1970 e mais nacionais do final dos anos 70 como Corcel II 1980 e Charger R/T 1979, que se uniram aos Fuscas, Dodges, Galaxies, Opalas e neocolecionáveis do início dos anos 90, aos quais se juntou um impecável Fiat Uno Mille 1991!

A Chevy El Camino debutou em um Rally

Após quase 200 km e 4h de prova, o pódio ficou assim:
1 - Alfa Romeo GTV 2000 1974 - Rodrigo Goirdano e Marcel Fernandes
2 - BMW 318iM Compact Kou Regino 1994 - Mário Lott e Bosco Tomich
3 - Chevrolet Impala Coupé 327 1961 - Gustavo Lapertosa e Mariana Detoni
4 - Dodge Charger R/T 1979 - Guilherme Machado e Matheus Machado
5 - Chevrolet Monza GLS 1994 - Alexandre Carneiro e Luciana Mara
Belíssimo exemplar sem restauração de um dos carros mais cultuados dos anos 70, essa foi a segunda GTV a faturar um Best of Show em um evento do CVA

O já consagrado Troféu Old School ficou para a dupla Gustavo Lapertosa/Mariana Detoni, que tirou a hegemonia do casal Gustavo Brasil e Mariella Moia nessa modalidade especial. Mariella, entretanto, não voltou para casa sem prêmio, tendo faturado o Troféu Batom pelo seu desempenho brilhante em provas anteriores - dessa vez, a dupla ficou em um discreto décimo lugar no Gol Star 1.8.

Sempre bem colocado, o eterno full-size da Chevrolet remete aos tempos em que Dan Gurney usava seu Impala para faturar troféus na Europa contra marcas de grife

Tendo faturado o terceiro lugar geral e o Old School, Gustavo abriu mão do Troféu Veículo Mais antigo em nome da festa, ficando este então para o "Machão", apelido carinhoso do Gordini 1968 de Vinícius Pimentel que, mesmo enfrentando alguns probleminhas mecânicos no início da prova, venceu a topografia da Serra da Moeda sem dificuldades, demonstrando a injustiça do apelido de "Leite Glória" (desmancha sem bater) que ganhou na época.

O valente Gordini venceu os trechos de serra sem dificuldade

O troféu Espírito Esportivo ficou com o argentino Juan Mastromarino, engenheiro da Fiat acostumado com os raids em seu país e que, apesar de quase ter se separado da namorada durante a prova por causa dos erros da novata brasileira, se integrou à turma, elogiando muito o evento.

A dupla dessa 500 SE foi, sem dúvida, a que chegou mais inteira no final da prova

O Premio para o melhor nacional foi para o raro e belíssimo Puma GTE 1970 de Thiago Rocha, que, se não fosse por uma sucessão de erros do seu navegador no início da prova, poderia ter disputado o pódio.
Cada vez mais raro de ser visto em ação, o Puma GTE 1970, com suas linhas dignas de qualquer berlineta italiana, anche o entusiasta brasileiro de orgulho

Finalmente, como ocorreu em Tiradentes/2018, a dupla Rodrigo Giordano e Marcel Fernandes acumulou os dois troféus mais importantes da prova, ficando a bela Alfa GTV com o primeiro lugar geral e o Best of Show. 

Rally de carro antigo sem Fusca não é rally de carro antigo!

E assim, com eventos cada vez mais elogiados e com um público já bastante consolidado, o CVA vai escrevendo a história dos rallyes de regularidade em Minas Gerais. Para os entusiastas, é garantia de diversão duas vezes por ano!

Um Corcel II e um Uno Mille antes da largada: nacionais para todos os gostos

Aqui, o resultado geral da prova.
Aqui, o álbum de fotos do evento.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

OITAVA EDIÇÃO: IV RAID CVA-ESTRADA REAL


Consolidando uma tradição iniciada em 2016, a quarta edição do Raid CVA-Estrada Real foi mais um sucesso de público e crítica, tendo as sessenta vagas disponibilizadas sido esgotadas faltando ainda mais de um mês para o evento, que ocorreu em Tiradentes - pelo quarto ano seguido - no final de semana de 31/5 a 02/6. 

Um Impala e um Niva relembrando os tempos em que eram adversários na Guerra Fria

Mais uma vez, o percurso foi totalmente inédito, com cerca de 210 km de estradas excelentes, com trechos de subidas e descidas em médias mais altas velocidade que, como ocorreu em 2017, valorizaram os carros de maior potência, em contraste com os roteiros mais travados de 2016 e 2018.


Recém-restaurada, a Veraneio 1971 esbanja saúde

Como sempre, carros espetaculares em estado impecável foram os donos da festa, com a Serra de São José e a arquitetura colonial de Tiradentes fazendo um belo pano de fundo. 

Um pequeno "Colin Chapman" examina sua querida Lotus/Caterham; cada vez mais, as crianças estão envolvidas nos eventos do CVA, dessa vez com direito a troféu para o melhor navegador-mirim

Duas Porsche 911 (Carrera e SC Conversível), um Impala Coupé V8 1961, uma La Salle 1939, um Mustang 1969 com o mítico  V8 Cleveland 351, um Jeep CJ5 militar 1951, uma Caterham 7, um Fusca 1303 Cabriolet alemão, duas Mercedes SL de terceira geração, um Dart e um Charger R/T, uma  Veraneio, uma Kombi Corujinha, uma trinca de Karmann Ghia, outra de Galaxies, e um verdadeiro esquadrão de Passats, Fuscas e Opalas contrastaram com os bem-vindos neocolecionáveis que, a partir dos 25 anos de idade podem participar da festa. Nessa linha, vieram, BMW E36, Alfa Romeo 164, Mazda Miata, Gol quadrado, Escort XR3 e até bólidos inusitados, como uma Chevrolet A-20 Cabine Dupla 1989 e um soviético Lada Niva 1990 que, quem diria, ganha placa preta no ano que vem!
Adesivando o Pointer 1986: se, em provas anteriores, a presença dos Passat foi discreta, nessa edição foram nada menos do que 5 belos exemplares: dois TS, um Flash, um Village e um GTS Pointer

O Raid, que fez o percurso de ida e volta entre Tiradentes e Oliveira, foi, por unanimidade, considerado a edição mais difícil das oito provas do CVA, exigindo o máximo dos carros, pilotos e, principalmente, navegadores, que tiveram que pagar caro por qualquer erro de interpretação da planilha, com poucas possibilidades de recuperação, já que as médias eram altas e os trechos de deslocamento foram poucos.
Dois dos três Karmann Ghia do evento, todos com um veneninho leve para cumprir médias altas de velocidade

No final, terceira vitória consecutiva para a dupla Rodrigo Giordano e Marcel Fernandes que, a bordo de um Porsche 911 Carrera 1975, compuseram mais uma vez uma equipe imbatível, com apenas 32 pontos perdidos. O pódio ficou assim:
1 - Porsche 911 Carrera 1975 - Rodrigo Giordano e Marcel Fernandes
2 - Volkswagen Gol Star 1.8 1989 - Gustavo Brasil e Mariella Moia
3 - Volkswagen Gol GTi 1993 - Agostinho Neves e Robert Freitas
4 - BMW 318i Compact Kou Regino 1993 - Mário Lott e Bosco Tomich
5 - Volkswagen Passat Village 1984 - Flávio Christovam e Rudnixon

Com pedigree de sobra para brilhar em qualquer encontro de carros clássicos, o 911 Carrera foi absoluto em Tiradentes

O Troféu Old School, que ganha cada vez mais adeptos, foi novamente para a dupla Gustavo Brasil e Mariella Moia a bordo de um Gol Star 1.8 Branco (ano passado, a dupla levou a taça num Gol Star Vermelho, chegando em décimo na classificação geral) que também garantiu um surpreendente segundo lugar geral!
Os neocolecionaveis Gol Star 1.8 1989 e Escort XR3 1991, ambos premiados

Para essa edição o veterano Milton Lapertosa resolveu levar sua Mercedes 500 SL, deixando o troféu de veículo mais antigo em aberto. E esse foi para o Jeep CJ5 1951 de Giovani Manzo, na verdade o segundo mais antigo do evento, uma vez que o ganhador do Best of Show, de 1939, abriu mão desse premio em nome da festa.
O veterano Willys CJ5 1951 foi, depois da Best of Show La Salle 1939, o mais antigo a comparecer em Tiradentes

O Troféu Espírito Esportivo, como ocorreu no Rally Backer de 2018, acabou indo para a dupla que veio de longe - e "longe" aqui não é figura de linguagem! André Welter e Cleriston Labaldi foram rodando de Itapema/SC até Tiradentes, num total de mais de 1500 km, a bordo de um belo Porsche 911 SC Conversível 1983 para prestigiar a prova do CVA.

Foi uma grande alegria para o CVA receber competidores vindos de tão longe em um carro tão especial; sinal de que nossos eventos vão ganhando visibilidade nacional

Fechando os prêmios especiais, o Troféu Batom foi para Luciana Freitas, que vem tendo um desempenho entusiasmante como navegadora do marido Alexandre Carneiro a bordo do Dart 1970, enquanto o Troféu Navegador Mirim, para os participantes com até 15 anos, ficou para o estreante Daniel Pimentel (14 anos), que conduziu o tio Fabiano Folly para um bom nono lugar a bordo de um Escort XR3 Conversível 1991.

Pausa para uma foto rápida da 450 SLC, invocada com rodas AMG, no final do deslocamento

De todos os carros do evento, a A-20 1989, que honrou a tradição das pick-ups nos raids do CVA, esteve entre os que mais chamaram a atenção. 

O Troféu Melhor Nacional, foi, como de costume, o mais difícil de ser decidido, diante da excelente amostra de representantes Made in Brazil no evento. Mas, em se tratando de originalidade, pedigree e raridade, a comissão acabou se rendendo à perfeição do Passat TS 1977 de Edivaldo Souza.

Passat TS 1977: raro e impecável em cada detalhe, o que não impediu seu dono colocá-lo onde ele merece: nas estradas

E, finalmente, o Best of Show foi, indiscutivelmente, para a La Salle Sedan 1939 de José Cândido Muricy Neto que, como sempre, foi rodando até o evento, dessa vez conduzindo o carro que pertenceu ao seu pai e do qual cuida há mais de 60 anos! Se o leitor acha que é uma façanha levar, rodando, um carro de 1939 do Rio até Tiradentes, fazer um Raid de 200 km e voltar, também rodando, para casa, é bom lembrar que não faz muito tempo que o Muricy a levou - rodando, obviamente - até Buenos Aires para participar da Autoclasica!

Registro espetacular da La Salle em ação: nada como um Raid de Automóveis Antigos para esses carros serem vistos em sua plena forma!

E assim, com mais uma etapa cumprida, o CVA vai fazendo história reunindo essa grande confraria que só cresce a cada ano, com carros maravilhosos em ação nas estradas, o que só fortalece o espírito de camaradagem na linda Tiradentes. Fica o convite para a próxima edição!

O Fusca 1303 Cabriolet se divertindo nas montanhas mineiras

Aqui, o resultado geral da prova.
Nos links a seguir, os álbuns de fotos de Aircooled Outlaws, Esse Vale uma Foto e dos próprios participantes do evento, no Facebook

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

SÉTIMA EDIÇÃO: RALLY CVA-BACKER 2018


Como já virou tradição no Clube de Veículos Antigos de MG, o segundo semestre trouxe um evento de formato mais simples e de baixo custo para os participantes, na grande BH mesmo, o que não impediu que tivéssemos mais uma prova de nível técnico excelente. Contando com 40 inscritos que rapidamente esgotaram as vagas disponíveis, o CVA, em parceria com o Eduardo Cançado, inovou no trajeto, evitando a região de Nova Lima e Ouro Preto e passando por Sete Lagoas, Inhaúma e Pará de Minas, no roteiro que mais exigiu dos pilotos até hoje, trazendo trechos sinuosos com médias altas de velocidade.
Briefing antes da largada: sob chuva, a recomendação de redobrar a atenção

Se, em novembro de 2017, tivemos uma prova com um tempo magnífico após uma semana chuvosa, dessa vez a situação se inverteu, com a chuva castigando os competidores o tempo todo após termos tido uma semana de muito sol em Belo Horizonte, o que não impediu que 32 dos inscritos comparecessem com máquinas maravilhosas que encheram os olhos de quem passava pelo Posto Chefão na hora da largada.
 Chevrolet 3100 1954...


... e BMW E30 1989; os contrastes em um Raid de carros clássicos são fascinantes

Ícones inéditos em eventos do CVA como Ford A Roadster 1929, BMW 325 Coupé 1989, Chevy 3100 1954 e um raro Volkswagen Split-Window 1951 dividiram espaço com os belos e assíduos Impala Coupé 1961, Charger R/T 1979, Mercedes, Alfa Romeo 2300 1975, a exótica Caterham 7 e os indefectíveis Fuscas, Galaxies e Opalas que sempre comparecem.

 Interior da Alfa...
... e as clássicas janelinhas dos primeiros Fuscas. Detalhes de um evento marcante sob lentes sensíveis de Johnny Bonneville e Gustavo Meyer

A chegada no MyBox Selfstorage, depois de 4h sob chuva, acolheu os participantes com o excelente chopp da Backer, que refrescou os ânimos para a cerimonia de premiação, que anunciou o pódio abaixo:
1 - Volkswagen Passat Flash 1.8 1987 - Rodrigo Giordano e Marcel Fernandes
2 - Alfa Romeo 2300 1975 - Geraldo Mesquita e Luís Augusto Malta
3 - MP Lafer 1980 - Bernardo Santana e Eduardo Santana
4 - Mercedes-Benz 500 SL 1992 - Paulo Bernardes e Guilherme Bernardes
5 - Mazda Miata MX-5 1992 - Clemenceau Saliba e Robert Farrer

Com um belíssimo conjunto, o Passat Flash faturou a prova com 37 pontos perdidos

Instituído no III Raid Estrada Real e muito elogiado pelos puristas, o Troféu Old School, destinado ao competidor melhor colocado sem ajuda de eletrônica, foi para a dupla Clemenceau/Farrer, quinta colocada na classificação geral.
 Tendo faturado dois troféus na prova, o sempre bem colocado Mazda Miata sorri satisfeito


A Alfa 2300, pódio no Rally Gentleman Driver's Club, ficou sumida por uns tempos e retornou para buscar um segundo lugar, com 40 pontos perdidos

Mais uma vez, coube a Milton Lapertosa faturar o troféu de veículo mais antigo a completar a prova, dessa vez num Fordinho Roadster 1929, primeiro veículo dos anos 20 a fazer uma prova do CVA (o  outro Fordinho que os leitores costumam ver por aqui é de 1931).
Às vésperas de fazer 90 anos de idade, o Fordinho completou a prova sem um único engasgo

O Troféu Batom, para a mulher que mais se destacou na prova, foi para Bernadete Mansur, que dirigiu, sob verdadeiro dilúvio, o Fusca do marido Jorge com autoridade digna de piloto profissional.
Bernadete e o Fusca: a chuva não intimidou a piloto

O Troféu Espírito Esportivo foi para a dupla Guilherme Almeida/Felipe Luiz, que saíram de Montes Claros na sexta feira, passaram a noite no hospital por causa de comida estragada, chegaram sábado em cima da hora para a largada sob chuva inclemente e, mesmo assim, buscaram um honroso 16o. lugar a bordo do Comodoro 1979.

O Comodoro veio de longe para faturar o troféu

Fazendo justiça a eventos anteriores, em que acabaram preteridos em critérios de desempate para outros carros igualmente espetaculares, os sempre presentes Dodge Charger R/T de Guilherme Machado e Chevy Impala Coupé V8 de Gustavo Lapertosa levaram, respectivamente, os prêmios de Melhor Nacional e Best of Show dessa vez.
 O nacional Dodge Charger R/T...
... e o ianque Chevy Impala: troféus mais do que merecidos há muito tempo


E assim, o CVA-MG completa mais um ano honrando suas tradições de colocar os clássicos na estrada.
Aqui, o resultado geral da prova
Aqui, os álbuns com as fotos de Gustavo MeyerJohnny Bonneville e dos participantes do evento.